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Botafogo social avança para assumir quase totalidade da SAF após Eagle não exercer direito de preferência

Eagle Bidco não comprou novas ações na SAF do Botafogo, abrindo caminho para o clube social deter cerca de 99% da empresa.

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A SAF do Botafogo passou por uma nova etapa em sua estrutura acionária. A Eagle Bidco, antiga acionista majoritária e ligada ao empresário John Textor, optou por não exercer o direito de preferência para adquirir 49% das novas ações emitidas no recente aumento de capital da companhia. Esse movimento permite que o Botafogo associativo amplie sua participação para aproximadamente 99% do total de ações.

Aumento de capital e resultado da participação acionária

Em assembleia realizada em 24 de setembro, o Botafogo aprovou o aumento do capital social da SAF com a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias Classe B. O prazo para que os atuais acionistas – o Botafogo social detendo 51% e a Eagle com 49% – exercessem seu direito proporcional de subscrição foi de 30 dias.

O clube social efetivou aporte de pouco mais de R$ 1 milhão para subscrever 102 milhões dessas ações, representando sua fatia proporcional. Porém, a Eagle não manifestou interesse dentro do prazo e, com isso, ficou a possibilidade do Botafogo associativo comprar as 98 milhões de ações remanescentes.

Próximos passos e implicações legais

O Botafogo social possui agora um período de cinco dias para confirmar o interesse na compra dessas sobras, que consolidará sua participação em cerca de 99,18% das ações da SAF. A Eagle ficaria então com apenas 0,82% do capital social.

Com essa diluição, a venda da SAF para o empresário Gabriel de Alba poderá ser realizada de forma simplificada por meio da transferência das ações para a GDA Luma, sem necessidade de acionar mecanismos como o "direito de drag along", previsto para acionistas minoritários.

Controvérsias envolvendo John Textor e a administração da Eagle

John Textor alega que a administradora da Eagle, Cork Gully, sugeriu que ele emprestasse US$ 200 mil para que a empresa pudesse adquirir as ações da SAF, o que evitaria a diluição da Eagle. Para Textor, tal empréstimo não garantiu a titularidade das ações.

Ele possui decisão judicial nos Estados Unidos reconhecendo sua propriedade sobre as ações da SAF, sem possibilidade de recurso. Enquanto no Brasil uma ação ainda está em tramitação, há expectativa de pedido de homologação da sentença americana no Superior Tribunal de Justiça.

Esse cenário abre espaço para o Botafogo social consolidar o controle da SAF, com mudanças significativas na gestão e nas decisões do futebol do clube.

Tags: Aumento de CapitalBotafogoEagle BidcoJohn TextorSAF

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