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Corinthians lidera ranking de maiores dívidas entre clubes das Séries A e B do futebol brasileiro

Relatório da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol revela que clubes das Séries A e B acumulam R$ 25 bilhões em dívidas, com Corinthians, Atlético-MG e São Paulo no topo da lista.

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) disponibilizou um painel com informações detalhadas sobre as dívidas dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. O levantamento leva em conta os balanços financeiros fechados em 31 de dezembro de 2025, além do monitoramento de pagamentos em atraso até 30 de junho de 2026.

O levantamento aponta que os clubes das duas principais divisões do futebol brasileiro acumulam um passivo total de R$ 25 bilhões. A Série A concentra R$ 22,08 bilhões desse montante, enquanto as equipes da Série B possuem um débito conjunto de R$ 2,92 bilhões.

Corinthians, Atlético-MG e São Paulo encabeçam a lista

O Corinthians aparece como o clube com a maior dívida total entre os times da elite do futebol nacional, somando R$ 2,76 bilhões até o final de 2025. Apesar disso, o Atlético-MG possui o maior volume de dívidas de curto prazo, com vencimento em até 12 meses, que atingem R$ 1,36 bilhão. São Paulo completa o top 3 dos maiores devedores.

Na Série B, o Sport lidera o ranking de inadimplência, com dívida acumulada de R$ 422 milhões, seguido pelo Náutico, com R$ 292 milhões. Já o Mirassol, da Série A, é o clube com a menor dívida, contabilizando R$ 11 milhões, e o CRB, da Série B, tem o menor passivo, de R$ 900 mil.

Pagamentos em atraso e medidas da Anresf

Além do levantamento das dívidas totais, a agência também monitora pagamentos atrasados relacionados a salários, transferências e impostos. Dos 20 clubes da Série A, apenas seis declararam não ter valores em atraso até o último relatório de junho: Bahia, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Palmeiras e Red Bull Bragantino.

Recentemente, a Anresf estabeleceu prazos de 45 dias para que Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo quitassem débitos contraídos em 2026, sob risco de sofrerem punições que podem incluir transfer bans — impedimentos para registrar novos jogadores. A partir de novembro, sanções poderão valer também para dívidas anteriores a 2026, conforme o regulamento vigente de Fair Play Financeiro.

Clubes manifestaram interesse em postergar a aplicação das penalidades até o fim de 2027 ou 2028, mas até o momento, a agência não recebeu propostas formais para análise.

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