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Cauan Emanuel, sobrevivente do incêndio no Ninho, brilha no futebol gaúcho

Atacante do São Paulo-RS homenageia companheiros mortos e supera trauma para seguir carreira na 3ª divisão do RS.

Cauan tem os nomes das vítimas tatuados no braço.
Cauan tem os nomes das vítimas tatuados no braço. — Foto: Arquivo pessoal

Cauan Emanuel Gomes Nunes, atacante de 22 anos do São Paulo-RS, é um dos sobreviventes do incêndio ocorrido em 2019 no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, que provocou a morte de 10 jovens atletas. Ele carrega no próprio braço os nomes tatuados dos companheiros que faleceram no incêndio, afirmando que eles são como irmãos para ele e que quer levá-los para sempre consigo.

O jovem, que atua na terceira divisão do Campeonato Gaúcho, marcou seis gols na competição, na qual seu time chegou à fase semifinal. Ele se mudou para o Rio Grande do Sul em busca de afirmação na carreira e para compartilhar sua experiência com jogadores mais jovens.

Cauan tem contrato com o São Paulo-RS até o fim deste ano
Cauan tem contrato com o São Paulo-RS até o fim deste ano — Foto: Arquivo pessoal

Superação do trauma e apoio psicológico

Após quase desistir do futebol por causa da tragédia, Cauan retomou a carreira com o auxílio psicológico, incentivado pela família e pelos empresários. Ele comentou que o acompanhamento o ajuda a conviver com a rotina de morar em alojamentos e a confiar que algo semelhante ao incêndio não acontecerá novamente.

Cauan avalia que o Flamengo foi importante em sua trajetória, destacando a gratidão pelo suporte recebido e afirmando que não guarda mágoas pelo clube. Ele entende que a responsabilidade pela tragédia está mais relacionada a problemas na infraestrutura do alojamento do que ao Flamengo em si.

Motivação pessoal e carreira

Além do desafio profissional, Cauan enfrenta a distância da família, que permanece em Fortaleza, onde está seu filho de quatro anos, que representa uma grande motivação para o jogador continuar na carreira. Seu contrato com o São Paulo-RS vai até o fim da participação no torneio estadual.

Nos momentos seguintes ao incêndio, ele estava com mais três atletas no quarto, sendo o último a acordar e procurando uma saída diante das chamas. Dois dos sobreviventes daquele quarto seguem ligados ao Flamengo, um no elenco profissional e outro na área de captação.

Cauan conclui pedindo mais responsabilidade aos clubes com os jovens atletas, ressaltando a importância de aproveitar as oportunidades e valorizar cada momento.

Tags: Cauan EmanuelFlamengoNinho do UrubuSão Paulo-RSterceira divisão RS

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