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Morre aos 70 anos o comentarista esportivo Guerrinha, referência no jornalismo gaúcho

Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, faleceu em Porto Alegre após complicações de infecção pulmonar, deixando legado marcante na Rádio Gaúcha e no jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul.

O cenário do jornalismo esportivo gaúcho perde uma figura emblemática com a morte de Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha. Aos 70 anos, ele faleceu em Porto Alegre nesta quarta-feira devido a uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.

Guerrinha construiu uma carreira sólida e multifacetada que, ao longo de quase cinco décadas, incluiu passagens por importantes veículos impressos e, desde 1999, uma longa trajetória na Rádio Gaúcha. Reconhecido pelo carisma, versatilidade e pelas frases marcantes, ele conquistou seu espaço principalmente no rádio, onde se destacou pela facilidade de expressão e humor.

Início no jornalismo e paixão pelo turfe

Filho do comunicador da Rádio Gaúcha Adroaldo Guerra, apelidado de Vovô Guerra, Guerrinha cresceu em contato com o rádio e herdou do pai o interesse pelo turfe, tema que marcou seu trabalho inicial. Formado em Jornalismo pela PUCRS, começou publicando no extinto Jornal Hoje na década de 1970, seguido de colaborações para Folha da Manhã e Correio do Povo, dedicando-se à cobertura hípica.

Em 1983, voltou ao Grupo RBS para escrever sobre turfe no jornal Zero Hora. A redução do espaço para o assunto na imprensa o levou a migrar, em 1993, para a cobertura do Internacional, clube pelo qual era torcedor declarado, sua nova área de atuação no jornalismo esportivo.

Trajetória na mídia eletrônica

A entrada efetiva de Guerrinha no rádio aconteceu em 1999 com o programa "Falcão na Gaúcha", ao lado do ex-jogador Paulo Roberto Falcão. Em 2014, ganhou um programa próprio, o "Paredão do Guerrinha", continuando a expressar seu estilo único de comentar o esporte.

Além do rádio, Guerrinha também atuou na televisão, integrando a bancada do programa "Lance Final" da RBS TV e, posteriormente, do tradicional "Sala de Redação", espaço que consolidou sua imagem como comentarista incisivo e respeitado, capaz de conquistar torcedores de diferentes times com sua isenção e humor.

Legado e despedida

Guerrinha deixa esposa, Kátia; duas filhas, Michele e Karine; e três netos. Sua carreira reflete não só a trajetória de um profissional dedicado, mas também a história do jornalismo esportivo gaúcho das últimas décadas, marcada por sua habilidade em comunicar com graça, clareza e crítica.

Tags: Adroaldo Guerra FilhoGuerrinhaPorto AlegreRádio Gaúchajornalismo esportivo

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