Pular para o conteúdo

Adiamento no Santos aquece disputa política a um mês da eleição

Mudança na data da votação do novo estatuto do Santos acirra conflitos políticos a um mês das eleições presidenciais.

O adiamento da Assembleia Geral de Sócios, marcada para 8 de novembro, que adiaria a votação do novo estatuto do Santos, desencadeou uma intensificação na disputa política no clube a pouco mais de um mês das eleições para a presidência. A decisão foi articulada pelo ex-presidente Orlando Rollo e contou com o consenso de todas as chapas concorrentes.

A nova data prevista para a votação é 19 de dezembro, segundo informou Fernando Akaoui, presidente do Conselho Deliberativo do Santos, mas não há garantia de que o assunto avancará antes da próxima gestão.

Contexto da alteração estatutária e impactos

O foco principal do novo estatuto é viabilizar a venda majoritária da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, permitindo que até 80% das ações passem para terceiros. Neste sentido, o Santos negocia com o fundo norte-americano SDC Sports, que deverá apresentar uma proposta definitiva somente após a aprovação estatutária.

Orlando Rollo, que retornou ao quadro de sócios depois de ter sido expulso e anulado seu desligamento, auxiliou na articulação para o adiamento. A medida visa permitir um prazo maior para que as chapas apresentem certidões de antecedentes criminais, exigência colocada pelo texto a ser votado, com prazo inicial até 12 de novembro considerado curto por vários grupos.

Reações das chapas e clima eleitoral

Apesar de o atual presidente Marcelo Teixeira ainda não ter formalizado sua candidatura à reeleição, seus aliados defendem que o tema do estatuto deveria estar definido há mais tempo. Por outro lado, a oposição, com candidatos como Ivan Luduvice e Maurício Maruca, comemorou o adiamento como uma vitória importante. Ambos haviam recorrido à Justiça para tentar barrar a assembleia que, porém, não impediu o adiamento.

Nas redes sociais, Luduvice destacou a decisão como “vitória do Santos”, enquanto Maruca atribuiu o resultado à mobilização social, ações judiciais e pressão da torcida. Outros candidatos e membros do clube também manifestaram posições, indicando vigilância e antecipando a importância do pleito nas urnas futuras.

Tags: Conselho DeliberativoEleição2026EstatutoSAFSantos

Comentários

Comentários exclusivos para quem tem conta

Entre na sua conta e seja o primeiro a comentar esta matéria.

Veja também