Presidente do Santos rebate críticas e destaca dívidas bilaterais com outros clubes nacionais
Marcelo Teixeira responde ao presidente do Cuiabá sobre dívida de R$ 18,6 milhões pelo zagueiro Joaquim e cita R$ 25,5 milhões que o Santos tem a receber de diversos clubes brasileiros.
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, respondeu às declarações do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, que fez críticas ao Santos em razão da dívida de R$ 18,6 milhões relacionada à contratação do zagueiro Joaquim. A dívida está pendente junto ao clube do Mato Grosso.
Em entrevista ao canal "De olho no Peixe", Teixeira qualificou Dresch como "desqualificado" e "irresponsável" por suas afirmações e enfatizou que o Santos também possui valores expressivos a receber de outros clubes brasileiros, que somam R$ 25,5 milhões. O presidente santista pediu um olhar mais empático para a delicada situação financeira enfrentada por diversos clubes nacionais.
Dívidas e créditos em panorama financeiro complicado
Marcelo Teixeira ressaltou que, embora o Santos tenha R$ 18 milhões a pagar referentes a quatro transfer bans pendentes, o clube também possui receitas a receber que são essenciais para a quitação dessas dívidas. "Eu recebo os R$ 25,5 milhões, eu vou pagar o que é prioridade", comentou. A partir dos recursos recebidos, o clube pretende priorizar o pagamento dos débitos e a remoção das penalidades que restringem suas transferências.
O dirigente ainda destacou que, mantem relações institucionais respeitosas com outras entidades, como o Benfica, clube com o qual o Santos tem obrigações financeiras bilaterais, sem desgaste público. Teixeira defendeu a representatividade e a tradição dos clubes brasileiros, pedindo respeito mesmo em momentos de dificuldade financeira.
Clubes devedores e previsão de receitas
Segundo informações apuradas, os clubes que devem pagamentos ao Santos incluem Vitória, Grêmio, Botafogo, Ceará e Fluminense. Além desses valores, o Santos espera receber cerca de R$ 139,5 milhões nos próximos 12 meses, recursos importantes para equilibrar suas contas.
O presidente do Santos citou casos específicos, como o Chermont e um clube árabe (Sharjah FC), que solicitou prazo para pagamento. Teixeira afirmou que o Santos prefere aguardar a regularização dos pagamentos no momento oportuno, sem recorrer a medidas legais imediatas, entendendo o cenário de crise financeira global do futebol.
Compromisso com a quitação das dívidas
Marcelo Teixeira garantiu que o clube priorizará a quitação das dívidas assim que os recursos forem recebidos, principalmente para liberar os transfer bans que afetam o andamento das atividades do técnico Pedro Caixinha e sua comissão técnica. "Como o Santos tem a receber R$ 25,5 milhões e tem R$ 18 milhões em aberto. Por que não paga os R$ 18 milhões? Porque não recebo o que tem aberto. Se recebesse, logicamente, o Santos pagaria", explicou.
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