Cuiabá quita dívida milionária com ex-técnico Petit e cobra R$ 45 milhões de clubes brasileiros
O Cuiabá pagou integralmente a dívida de cerca de R$ 5,5 milhões com o técnico Petit, encerrando punição da Fifa, e cobra R$ 45 milhões não recebidos de outras equipes do futebol nacional.
O Cuiabá comunicou o pagamento integral da dívida estimada em R$ 5,5 milhões referente ao ex-técnico português Petit e sua comissão técnica, o que resultou no fim da restrição de registros de atletas determinada pela Fifa. O pagamento comprometeu significativamente o caixa do clube em 2026, impactando o investimento nas categorias de base, estrutura do clube e no elenco profissional.
O débito tem origem na saída de Petit do clube em agosto de 2024, quando o treinador deixou o cargo após reunião com a diretoria, mesmo com contrato válido até o fim de 2025.
Impacto financeiro e críticas à legislação esportiva
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, recentemente atribuiu a cobrança da Fifa a atrasos nos pagamentos que o clube tem a receber, estimados em cerca de R$ 45 milhões de outras equipes brasileiras, entre elas Corinthians, Santos, Grêmio e Atlético-MG. Esses valores referem-se a negociações já concluídas, mas ainda não quitadas.
Em nota oficial, o Cuiabá defendeu revisão das regras vigentes sobre rescisão antecipada de contratos no futebol brasileiro, que determinam o pagamento integral dos salários restantes, independentemente do tempo de serviço ou das circunstâncias da saída. O clube acredita que essas normas podem gerar obrigações financeiras elevadas e dificultar o planejamento das equipes.
Cobrança de reforço na fiscalização e fair play financeiro
Na manifestação, o Cuiabá também cobrou maior rigor e coerência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e dos órgãos de controle na cobrança dos débitos entre clubes brasileiros. O clube destacou que, além da dívida com Petit, possui aproximadamente R$ 45 milhões a receber por transferências, algumas envolvendo jogadores como Raniele (Corinthians), Joaquim Henrique (Santos) e Pepê (Grêmio).
Apesar das dificuldades financeiras, o Cuiabá afirmou que cumpriu a determinação da Fifa e que permanece focado nas competições, na formação de atletas e no planejamento esportivo.
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