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Sócios do Vasco aprovam venda da SAF para Marcos Lamacchia e próxima etapa é avaliação regulatória

Após aprovação interna dos sócios, venda da SAF do Vasco para a Almirante Participações de Marcos Lamacchia segue para análise da Anresf e Cade.

Pedrinho comemora aprovação da venda da SAF do Vasco
Pedrinho comemora aprovação da venda da SAF do Vasco

Os sócios do Vasco da Gama aprovaram a venda de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a Almirante Participações S/A, empresa controlada por Marcos Lamacchia. A decisão representa uma mudança significativa na gestão do futebol do clube, com o Vasco mantendo apenas 10% das ações.

Processo de aprovação e etapas seguintes

Antes da aprovação pelos sócios, o Conselho Deliberativo e os membros beneméritos do clube já haviam dado parecer favorável à venda. Contudo, a mudança efetiva na administração ainda depende da avaliação de órgãos reguladores. A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) está realizando análise para verificar possíveis conflitos de interesse, dado que Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também solicita informações ao clube referentes às operações financeiras envolvidas na transação, com prazos estabelecidos para a entrega desses dados. O Vasco deverá prestar esclarecimentos até o dia 26 de outubro sob pena de multas diárias que podem variar de R$ 5 mil a R$ 100 mil.

Investimentos e compromissos financeiros

Marcos Lamacchia se comprometeu a aportar ao menos R$ 500 milhões em cinco anos no departamento de futebol, com parcelas anuais corrigidas pelo INPC. O investimento inclui recursos para contratação de atletas, comissão técnica, infraestrutura do centro de treinamento profissional e das categorias de base.

Além desses aportes, a Almirante Participações será responsável por cobrir o déficit previsto para os próximos cinco anos, estimado em aproximadamente R$ 1,5 bilhão, e por antecipar dois anos de pagamentos previstos no plano de recuperação judicial do Vasco. Estão previstos mecanismos contratuais robustos para garantir o cumprimento das obrigações assumidas, incluindo multas e indenizações em caso de descumprimento.

Outros detalhes do acordo

O estádio do clube permanecerá como casa exclusiva do futebol profissional até 31 de dezembro de 2030, com pagamento anual ao clube social que detém o imóvel. A marca Vasco seguirá disponível para o uso da associação gratuitamente, e a SAF não poderá distribuir dividendos nem Lamacchia vender suas ações pelos próximos dez anos.

A formalização definitiva da operação dependerá das aprovações jurídicas e societárias, assim como da conclusão das avaliações regulatórias em andamento.

Tags: ANRESFAlmirante ParticipaçõesCadeMarcos LamacchiaSAFVasco

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