STJ mantém jogo Vasco x Boca Juniors no Maracanã, desfecho de disputa envolvendo clubes e poderes do Rio e Brasília
O Superior Tribunal de Justiça rejeitou pedido do Consórcio Fla-Flu, garantindo que a semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors será realizada no Maracanã.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a realização da partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors no estádio do Maracanã, pela volta da semifinal da Copa Sul-Americana, na terça-feira. A decisão rejeitou o pedido do Consórcio Fla-Flu para suspender a autorização concedida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que permitia o jogo no Maracanã.
A definição do local da partida envolveu intensos debates entre diversas instituições do Rio de Janeiro e também em Brasília, incluindo a Polícia Militar, o Ministério Público, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e o Superior Tribunal de Justiça. O Vasco havia solicitado a realização do jogo em São Januário, seu estádio, apresentando documentação técnica e propostas operacionais para garantir a segurança e a infraestrutura necessárias, incluindo um aumento significativo de segurança privada e a divisão da torcida adversária.
Relatórios técnicos e posicionamentos das autoridades
O Consórcio Fla-Flu fundamentou seu pedido de suspensão principalmente em pareceres técnicos que indicam restrições ao uso do gramado do Maracanã para preservar sua integridade, destacando a necessidade de intervalos maiores entre jogos para recuperação da superfície. Em contrapartida, a Polícia Militar, por meio do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe), manifestou-se desfavoravelmente à utilização do estádio de São Januário para a partida, recomendando o Maracanã como local mais adequado, embora também tenha considerado o estádio Nilton Santos (Engenhão) apto para o confronto.
No entanto, a chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Polícia Militar expressou apoio ao uso do Estádio Nilton Santos, reforçando a divergência entre os órgãos quanto ao local mais apropriado para a realização do jogo.
Posição governamental e judicial
O Governador do Estado do Rio de Janeiro ressaltou a importância de uma solução pautada na boa-fé entre as partes e no interesse público, sugerindo a utilização de mecanismos processuais para avaliar tecnicamente as posições divergentes, inclusive com produção de prova pericial. O STJ, representado pelo ministro Luis Felipe Salomão, negou a suspensão do jogo no Maracanã, mantendo a decisão do TJ-RJ.
Assim, o embate entre os clubes e os diversos órgãos públicos envolveu aspectos técnicos, legais e administrativos, com o STJ concluindo pela continuidade da partida no estádio histórico do Maracanã, confirmando a análise das instâncias inferiores e as recomendações das forças de segurança estaduais.
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